Ex-marido confessa ter queimado corpo de brasileira no Japão 20 anos após o crime
Caso ocorrido em 2006 é esclarecido após confissão do ex-marido da vítima. Apesar da reviravolta, crime de ocultação e destruição de cadáver já prescreveu pela legislação japonesa.
Um crime que permaneceu sem solução por duas décadas ganhou um novo capítulo no Japão. A Polícia da Província de Ibaraki confirmou que o ex-marido de uma brasileira confessou ter ocultado e queimado o corpo da vítima, encontrado em uma área montanhosa da cidade de Sakuragawa, em setembro de 2006.
Na quarta-feira (29), o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público do Distrito de Mito. O suspeito, atualmente na faixa dos 50 anos e residente na província de Gunma, admitiu ter abandonado e incendiado o corpo da ex-companheira.
Corpo foi encontrado carbonizado
O cadáver da brasileira foi localizado em 24 de setembro de 2006, em uma trilha isolada na região de Iwase, em Sakuragawa.
Segundo a investigação, o corpo estava completamente carbonizado, impossibilitando a identificação imediata da vítima.
Peritos encontraram vestígios de querosene no cadáver. Como não havia sinais de incêndio na vegetação ao redor, os investigadores concluíram que o corpo havia sido transportado até o local após a morte e incendiado apenas para ocultar o crime.
Investigação levou anos
Com o avanço das investigações, a polícia conseguiu identificar a vítima como uma brasileira que havia morado anteriormente na cidade de Oizumi, em Gunma, e que vivia em Sakuragawa quando desapareceu.
A partir dessas informações, os investigadores chegaram ao ex-marido, que agora confessou ter abandonado e queimado o corpo no fim de setembro de 2006.
Crime pode ficar sem punição
Apesar da confissão e do esclarecimento do caso, a legislação japonesa pode impedir que o suspeito responda criminalmente pelo crime de abandono e mutilação de cadáver.
Isso porque esse delito possui prazo de prescrição de três anos no Japão, enquanto os fatos ocorreram há aproximadamente 20 anos.
Até o momento, a polícia não divulgou informações sobre as circunstâncias da morte da brasileira nem confirmou se houve elementos suficientes para investigar um possível homicídio.
As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do caso.