Brasileira é investigada no Japão após cão escapar e atacar gato em residência na província de Mie
Tutora pode responder por violação das normas de controle de animais; caso será analisado pela Promotoria Pública.
Uma brasileira na faixa dos 20 anos está sendo investigada no Japão após seu cão escapar e atacar um gato em uma residência na cidade de Suzuka, na província de Mie. O caso foi encaminhado à Promotoria Pública na última terça-feira (21), que decidirá se a mulher será formalmente denunciada.
Segundo a polícia, o animal, da raça American Bully, havia sido levado em uma gaiola para a casa de um amigo da brasileira, localizada no bairro Higashi-Isoyama. Na manhã do dia 8 de junho, por volta das 7h, o cão conseguiu escapar do local.
Após fugir, o cachorro rompeu a tela de uma porta de uma residência vizinha, invadiu o imóvel e atacou um gato que estava no local. O felino sofreu uma fratura em uma das patas dianteiras e precisou de atendimento.
A tutora informou às autoridades que só percebeu o desaparecimento do cão na manhã seguinte, quando foi alimentá-lo. Durante o depoimento, ela admitiu os fatos investigados.
De acordo com a polícia, a suspeita é de que a brasileira não tenha adotado as medidas necessárias para impedir a fuga do animal, como mantê-lo preso por meio de uma guia ou outro sistema de contenção adequado.
O American Bully é uma raça desenvolvida a partir do American Pit Bull Terrier. Embora criado atualmente como cão de companhia, sua origem está ligada a linhagens utilizadas em atividades de combate, motivo pelo qual exige cuidados rigorosos no manejo e na contenção.
O caso é tratado como uma possível violação da regulamentação da província de Mie sobre proteção e controle de animais. Agora, caberá à Promotoria avaliar se há elementos suficientes para apresentar denúncia.
A legislação local prevê pena de até seis meses de prisão ou multa de até 300 mil ienes para infrações relacionadas ao controle inadequado de animais. Dependendo das circunstâncias, o caso também pode ser enquadrado na Lei Nacional de Proteção e Controle de Animais, que estabelece punições de até cinco anos de prisão ou multa de até 5 milhões de ienes.